domingo, 24 de julho de 2011

FEITIÇO DO TEMPO por Ravany


Livro – Feitiço do Tempo
Autora – Nina Beaumont
Editora – Harlequin

Boas histórias de romance, na maioria das vezes, começam com inícios conturbados e platônicos, passando por dificuldades, e às vezes criando expectativas negativas pro casal mas,  “...Subindo o alto da montanha de mãos dadas.” é um bom exemplo de como termina os tais romances de banca.

Eu nunca fui muito de ler livros, apesar de sempre escutar algumas indicações, preferia mesmo assistir um bom filme na TV. Mas o tempo passa, e os gostos também podem variar – não que eu ainda não prefiro ver os filmes... A respeito dos romances de banca, nunca tinha ouvido falar. Se não fosse pelo tema do mês, provavelmente continuaria sem saber o que era. Confesso que no início pensava que eram todos os livros vendidos em banca, mas depois percebi que são totalmente diferentes. Enquanto um tem finais improváveis, o outro quase sempre o final vai falar dos dois mocinhos que conseguiram ficar juntos.

Escolhi o livro Feitiço do Tempo, e achei estranho no inicio. Mas, seguindo as regras, ele fala de um casal, Bianca e Alessio, que não podia viver a intensa paixão que um sentia pelo o outro. E por ironia, ela foi prometida ao irmão dele, que é poderoso e rico. Sim, eles vão enfrentar muitas dificuldades pra ficarem juntos, mas é graça a Sarah, que mesmo sem ter nada a ver no início, mudará o final tenebroso, fazendo assim, com que os dois possam viver juntos pelo resto de suas vidas.

SEDUÇÃO CIGANA por João Pedro


Obra: Sedução cigana
Autor do livro: Laura Elias
Coleção: Desejos Proibidos
Nº de páginas: 128
O livro ‘Sedução Cigana’ é um romance de banca. Li este livro porque achei a capa bonita, que tem cor roxa e preta. Quando comecei a ler achei chato, como sempre em todos os livros que leio. Depois de ler mais um pouco a história começou a ficar emocionante. 

O livro conta a história de uma mulher chamada Katlyn,  mora em Detroit nos EUA e compartilha sua vida com Nicole, sua melhor amiga.

A vida de Katlyn está tudo normal até que em seu trabalho ela recebe um presente de aniversário de uma pessoa anônima, e quando desembrulha o presente ela se depara com um bonito e velho medalhão.

Com esse desejo de saber quem é que mandou esse presente, Katlyn busca ajuda de seu ex-namorado para ele tentar descobrir de onde o medalhão veio. Depois de fazer várias pesquisas, ele descobre que o medalhão tem origens da Romênia. Katlyn e Nicole viajam em busca de tentar descobrir o remetente. 

Lá elas embarcam em várias aventuras, até que Katlyn conhece um homem chamado Petre, e sua vida muda completamente. É a partir daí que a história fica mais romântica e misteriosa.

Em fim, achei a história muito misteriosa e romântica, interessante de ler. E como sempre o final acaba feliz. Por isso, eu recomendo a todos que leiam este livro, pois não vão se arrepender.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

COMO SE CASAR COM UM MARQUÊS por Gabriela


Livro: Como se casar com um marquês
Autora: Julia Quinn
Nº de páginas: 239
Editora: Nova Cultural

Uma jovem, loira, atenciosa, amável e todos os outros adjetivos existentes podem expressar quem é Elizabeth Hotchkiss, ou simplesmente Lizzie (a mocinha inocente, trabalhadora e chorona). Acertou quem disse que esta parece ser uma história entediante, talvez não seja exatamente isso, previsível se encaixa melhor.

Lizzie era órfã e trabalhava na casa de Lady Danbury como dama de companhia para sustentar os três irmãos menores. Não parecia fácil viver naquela realidade e senhorita Hotchkiss só tinha uma forma de mudar isso: casando-se. Como uma pessoa tão nova pode querer jogar tudo pro alto? Como pode querer desistir de encontrar um grande amor? Será que existia apenas essa escolha? Talvez naquele momento sim, mas Elizabeth mal sabia que um livro de capa vermelha e um sobrinho de Lady Danbury pudessem mudar tanto sua vida. 

James, o sobrinho, chega a Surrey a pedido de sua tia que precisa de sua ajuda, pois estava sendo chantageada, mas ele só não contava que poderia encontrar com uma bela moça logo no primeiro dia e descobrir que ela era o amor de sua vida. Por incrível que pareça, ele a ajuda com o tal livro para arranjar um marido, porém tudo muda quando ela descobre quem ele realmente é.

Ela foi tão teimosa, o que custava admitir que estava apaixonada? Só por que ele era um marquês? Se eu fosse ela não tinha perdido tanto tempo, afinal ela queria casar e, como num conto de fadas, o próprio príncipe apareceu. Às vezes é mais fácil falar do que agir, então ficamos parados feito estátuas como se estivéssemos presos em nosso próprio reflexo.

Altos e baixos são constantes, porém eu diria que mais baixos do que o normal. O clímax mesmo só aparece quando o mistério do chantagista é revelado e Lizzie, finalmente, se declara e perdoa James, o marquês de Riverdale, e viveram felizes para sempre... 

Como isso é romântico!!! Entretanto, não me surpreende. Além das declarações de amor (um pouco tardias), um homem perfeito (não concordo, James tinha pedigree, mas não chegava a ser um príncipe) e todo aquele conto de fadas foram pouco, confesso que esperava mais, isso de certa forma perdeu a graça, era como se eu estivesse lendo páginas repetidas. Eu esperava algo diferente, que mudasse os rumos da história, mas que tornasse tudo mais interessante, encantador como num jardim de rosas, onde a essência fosse só o que importava; não que isso não tivesse no livro, talvez a essência dele precisasse só de um aroma mais eficaz. 

Um romance não deixa de ser um clássico e esse, apesar das desventuras, não ficou pra trás. Elizabeth teve seu final feliz, mas por que será que no mundo de hoje as damas ainda esperam por um cavaleiro num cavalo branco?

AMANHECER DE PAIXÕES por Jéssica Ferrari

Título: Amanhecer de Paixões
Autora: Franciele Duprat
Editora: Escala

Um mocinho e uma mocinha apaixonados, obstáculos que os impedem de ficarem juntos e um final feliz. Tais palavras resumem as histórias dos Romances de Banca, que apesar de parecerem clichês, cativam milhares de leitores. O livro Amanhecer de Paixões não foge deste padrão. Ao relatar as mudanças na vida de Laura, filha única de um poderoso empresário, após apaixonar-se por Felipe, um músico que não se importava com fama e riquezas, deixa transparecer as características fundamentais deste gênero.

A imagem da capa nos transmite certo romantismo e condiz com a história, revelando os principais atributos dos personagens que a protagonizam. As primeiras páginas também são repletas de romance: o casal se conhece, passa a se encontrar e trocam lindas declarações de amor. Amor, no entanto, proibido por Ítalo, pai de Laura, que era controlador ao ponto de escolher todas as suas companhias. A fim de afastar a filha de Felipe, decide mandá-la para a casa de uma tia na Itália, onde havia uma filial da empresa da família. Esta seria a dificuldade que o casal teria de enfrentar. O amor sobreviveria a um oceano de distância e ao tempo?

No lugar em que Laura pensava encontrar tristeza, por estar longe do seu verdadeiro amor, encontrou felicidade e uma família acolhedora. O país reservava muitas oportunidades. Itália transpirava artes, a verdadeira paixão da jovem, que logo se matriculou no adorado curso em uma pequena universidade em Florença. Desde então ocorre uma série de episódios até o esperado final feliz.

Confesso que esperava mais do livro. Esperava ler acontecimentos inesperados e um fim surpreendente. A autora escreve a narrativa de forma envolvente, rica em detalhes, e de linguagem fácil, que nos proporciona uma leitura divertida e prazerosa, que me agradou, embora eu não seja fã do gênero.

Os Romances de Banca oferecem entretenimentos abarrotados de dilemas amorosos, além dos preços acessíveis, que contribuem para conquista de tanta simpatia por parte das leitoras.

ROMANCE REAL por Júlia

Título: Romance Real
Autor do Livro: Nora Roberts
Editora: Harlequin
Nº de páginas: 217

Sua alteza, sereníssima Gabriella Madeline Justine Bisset de Cordina ou simplesmente Brie, é um exemplo de dois opostos em uma pessoa, pois ao mesmo tempo em que sua delicadeza chama atenção de muitos admiradores, sua determinação impressiona quem está próximo. Algo que não posso dizer é que ela é uma jovem comum, afinal, seu nome já diz tudo. 

Nessa trama, Nora Roberts permite que o leitor atravesse o Oceano Atlântico e chegue até o imaginário reino de Cordina, onde o príncipe Armand se divide entre governar o país e o dever de ser pai do extrovertido Bennet, do sensato Alexander e da vulnerável Brie. Porém depois que sua única filha é sequestrada e perde a memória durante sua fuga ele se sente culpado por não ter conseguido protegê-la, assim Armand contata o filho ex-policial de um grande amigo para ajudá-lo. É deste modo “torto” que Reeve McGee, também conhecido como “o americano”, entra na vida de Gabriella.

Os familiares tornaram-se estranhos, as tarefas cotidianas tiveram que ser reaprendidas e para completar, Brie ainda tinha que controlar a atração incomum que sentia por Reeve, este que acaba sendo seu porto seguro em meio à tempestade a sua volta. Ao mesmo tempo em que tenta recuperar a memória, a princesa também se preocupa com a ameaça de um novo atentado contra sua vida e com o que vai acontecer com ela e Reeve depois que tudo passar.

Apesar de ter me apaixonado pela história, principalmente por causa da presunção de Reeve, em alguns trechos tive a impressão de que já havia visto aquilo em algum lugar, dando um aspecto de colcha de retalhos ao livro. Mas não deixo de admitir que os romances de banca são um ótimo passa tempo para mim, pois apesar de serem “água com açúcar”, são uma boa distração.
 
Além disso, Nora Roberts conseguiu fazer de uma historinha possivelmente previsível, uma bela trama com ações e reações dos personagens principais  das quais eu não esperava, dando um aspecto diferente ao livro, que eu poderia descrever como um conto de fadas, porém com personagens da realidade que tem defeitos e qualidades.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

NEGÓCIOS DE FAMÍLIA por Thalita

Justificativa de escolha: era a única opção que eu tinha no momento.

Negócios de Família
Domingos Pellegrini
94 páginas
 “Chega uma hora que qualquer conversa de velório cansa, não é?” 
Pois então, esse livro me surpreendeu, fui lê-lo pensando que seriam problemas de família e coisas assim, e são de certa forma problemas de família, mas pensava em outro sentido... – está bem, estão se perguntando se eu não li o pequeno resumo atrás do bendito livro! Sim, confesso, eu não li! – Mas, continuando, o livro é totalmente diferente do que eu pensei, é bem divertido, mas dramático, pois tudo que acontece na história é em volta do sogro de Luís que morreu num acidente.
Ter que resgatar o corpo do sogro e preparar seu funeral, e ainda por cima ser surpreendido com muitos e muitos imprevistos nada legais, não é para qualquer um, só mesmo Luís com sua gentil nobreza, junto com o filho do morto, Pedro, dentro de um desastre de automóvel, ir até Mato Grosso buscar o tal corpo. Pelo caminho, os incidentes se sucedem e parece que todas as rotas conduzem a uma única direção: o bolso do protagonista.
Bem, percebe-se que essa viagem não foi muito agradável, não é?
O que favorece mais ainda é que o livro é muito instigante, e prende nossa atenção. Pois, quem é o brasileiro que não gosta de um humor negro?  
Analisando comigo mesma, percebi que esse livro vem com uma linguagem marcada pela ironia, o comércio que se pratica em torno do último momento do homem, é sabido que nessa sociedade capitalista tudo pode se transformar em mercadoria.
Pois é, esse é um dos livros de Domingos Pellegrini, cômico e ao mesmo tempo dramático, bem interessante.

A ESCRAVA ISAURA por Luiza

Justificativa de escolha: escolhi este livro pelo fato de já ter visto uma novela sobre ele, quero saber mais detalhes.

O livro A Escrava Isaura foi escrito por Bernardo Guimarães. Guimarães nasceu em Ouro preto, e em 1875 escreveu este livro. Nele é retratada a história de Isaura (como citado no título do mesmo), filha de uma mulata que era escrava de um poderoso comendador. Esta que pouco depois de dar luz a uma linda escravinha morreu, e neste ato a esposa do poderoso comendador, escolheu criá-la já que os céus não tinha lhe dado uma filha, e sim uma filho cujo nome era Leôncio.
A mesma então a criou como sua filha, enquanto seu filho viajava estudando pelo mundo. Isaura cresceu, e Leôncio voltou para casa. Ele estava de casamento planejado  com Malvina, uma linda moça, filha de um rico negociante. Leôncio e Malvina se casaram e os bens da família se passaram para o jovem, pois seus pais já queriam descansar.
Dentre eles foi também Isaura, como fiel escrava que era. Passado tempos Leôncio já era importante nos negócios, e seu casamento com Malvina não ia tão bem com antes, uma vez que o mesmo havia sido planejado por seus pais, portanto começou a levantar outros olhares para sua escrava. Percebendo-a assim com mulher. Isaura então começou a viver obrigada uma paixão com seu senhor, e consequentemente esconder tais ocorridos de sua senhora, os quis vocês verão mais adiante neste magnífico livro. 

terça-feira, 7 de junho de 2011

DOM CASMURRO por Dâmaris


Justificativa de escolha: Ravany me instigou a ler. 

Nome: Dom Casmurro
Autor: Machado de Assis
Editora: Editora Escala
Número de páginas: 194

Por ser um livro clássico, não fez com que eu me interessasse tanto. Entre média 70 páginas, e o que já ouvi dizer sobre Dom Casmurro vou continuar essa resenha.
O livro, de Machado de Assis, é uma história narrada por um dos protagonistas, Bentinho, conta o que ele presencia na sua juventude e durante a vida. Bentinho era um menino apaixonado e inocente, que fazia de tudo pelo seu amor, Capitu. Mas ao passar de alguns anos foi desenvolvendo um ciúme, uma desconfiança e acabou se tornando um homem amargurado. E dentre outros problemas, os dois se afastaram.
O que nos prende ao livro é o fato da dúvida, a saber, se Capitu o traíra enquanto estavam juntos finalmente.
Em questão de traição, tenho meus conceitos, se não deu certo, acredite sempre há de encontrar alguém melhor. Porque no final, só fica sozinho quem quer mesmo, sempre existe um sapato velho pra um pé torto. Acredite.
            Para aqueles que gostam de leitura clássica, e linguagem de difícil compreensão, eu recomendo o livro, mas para aqueles iguais a mim, que preferem uma leitura moderna, o livro não seria o certo a se ler.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O PAGADOR DE PROMESSAS por Veridiana

Justificativa de escolha: Já tive que ler uma vez para uma prova, mas não deu tempo... Então quis lê-lo este mês. 

Promessas, Santa Barbara, Deus são palavras que aparecerão com muita freqüência na minha resenha, então nada mais justo que exaltá-las... Deixando pra mais tarde a polêmica sobre se Deus de fato existe, sempre tenho aquela duvida por que o uso da palavra Deus, quando poderiam usar muito bem as palavras Jeová, Alá, Shiva, Brahma, Vishnu ou Zeus. Ou então chamar simplesmente de “Aquilo”. Não tenho nada contra nenhum desses termos, só que eu particularmente não consigo rezar para um Aquilo, preciso de um nome de verdade... Sinto que todos os demais são equivalentes, são todos descrições de um ser supremo sendo vistos de má forma, ou não. Uma coisa é certa, todos nós precisamos de um nome para rezar, e “Deus” é o nome que mais me atrai, então é ele que uso. Mas isso não vem ao caso!
Falei tudo isso pra levantar opiniões, porque isso aparece demais no livro.
O fato de Zé ter feito uma oração e rezado a Iaslan em um terreno de Candomblé, não significa que ele não tenha feito com fé... Já que para uns Iaslan é sinônimo de Santa Barbara. Tal acontecimento desencadeia uma enorme confusão! Onde Zé é sofre acusações de zombar da igreja católica por carregar uma cruz diante uma promessa feita a um burro. Discussões, ingenuidade tudo faz com que Zé se torne diante da população e da policia um arruaceiro, sendo morto ali mesmo.
O que era para ter terminado em um...“ e Zé voltou para sua casa e se deparou com o burro de pé, ficaram a noite inteira festejando e fim” termina com um triste final, onde a falta de idéias nos impede de ter uma visão/conhecimento amplo.
Não são os nomes que nos formam, que nos tornam o que somos, apenas nos distinguem diante a outros. Sejamos Ana, Zé, João. Somos as nossas idéias, nossos conhecimentos, nossos princípios e valores, e usamos nosso nome apenas para assinarmos tudo que fizemos ou ainda iremos fazer no decorrer de nossas vidas.
‘Cruz de candomblé, jaz aqui nosso herói  Zé’’